A prevenção terciária da AA se refere ao tratamento da doença estabelecida e engloba alguns pontos fundamentais, que devem ser seguidos para adequado tratamento do paciente:
* Esclarecimento ao paciente, à familia e à escola sobre a doença e os riscos.
* Exclusão do alimento desencadeante de alergia.
* Dieta de substituição que seja palatável e assegure adeuqado crescimento e desenvolvimento.
* Orientação quanto a um plano de tratamento para casos de emergência.
* Nos pacientes anafiláticos, orientação sobre o uso de adrenalina IM.
* Conhecimento de termos correlatos ao alimento excluído.
* Orientação sobre leitura de rótulos.
A educação do paciente e dos familiares em relação à doença é de fundamental importância, já que auxilia na adesão ao tratamento e possibilita o esclarecimento de dúvidas. Alguns pontos é importante conhecer:
* Qual nível de restrição do alimento necessário?
Para isso é preciso conhecer: O alimento envolvido; o tipo de mecanismo imunológico envolvido na reação; as caracterísiticas da proteína alergênica; a história natural da alergia ao alimento; o estado nutricional do paciente; compreensão da rotulagem dos alimentos.
* Quais as possíveis implicações da dieta de substituição no estado nutricional:
Adequação do consumo de nutrientes; Interferências dos hábitos nutricionais familiares; presença de nutrientes importantes no alimento eliminado; substituições adequadas quanto aos nutrientes excluídos.
O conhecimento da rotina alimentar da família é de extrema importância na orientação nutricional dos pacientes. As adequações que impoem restrição alimentar para os pacientes devem contemplar substituições agradaveis, adequadas nutricionalmente e passíveis de preparo pela família. Também se deve observar que refeições fora do domicilio podem representar riscos aos anafiláticos, em consequencia de preparo compartilhado com produtos lácteos ou mesmo da ingestão de pequenas doses do alimento excluído em outros alimentos. Durante a dieta de exclusão, há risco nutricional a pacientes não adequadamente orientados para substituições de mesmo valor nutricional. Um exemplo desse risco é a exclusão de LV em pacientes sem o hábito de consumo de vegetais, grãos e frutas que podem auxiliar na reposição do cálcio.
Em relação a terapêutica de substituição alimentar, tomaremos como exemplo a dieta de exclusão do LV, já que é a AA mais comum e necessita orientação adequada do pediatra ou especialista.
Fonte: Temas de pediatria - n0. 88 - Nestlé Nutrition Institute
Estratégias de Prevenção da Alergia Alimentar.